outubro 02, 2015

Fluor na água

Oi pessoal, vou começar uma publicação um tanto longa mas, o assunto é importante e interessante .
Foi realizada,  pela primeira vez, um estudo da quantidade de flúor nas águas do abastecimento público. Por meses, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo em parceria com a USP ( Universidade de São Paulo)  e Unicamp( Universidade de Campinas )  fizeram coleta e análise de milhares de amostras das águas que saem de nossas torneiras,  em 642 dos 645 municípios do Estado de São Paulo.
Esse foi, até agora, o maior estudo realizado no mundo sobre fluoretação das águas e, os resultados foram divulgados e publicados no jornal do conselho regional de odontologia de São Paulo , o qual eu recebo por ser profissional da saúde bucal.  surpreendente e,  voce vai poder saber resultados importantes  confira !

via

* Utilidade pública *
Fonte:  CROSP em notícia - Jornal do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.
                                                   ( Ed.148 / Set, 2015 )

" As pesquisas foram feitas em colaboração entre o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo ( CROSP ) , o Centro Colaborador do Ministério da Saúde em Vigilância da Saúde Bucal ( CECOL/FSP-USP ) e o Laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp ( FOP/UNICAMP ) , o levantamento concluiu que 71,5% das amostras estão com níveis adequados de flúor, enquanto que 28,5% estão fora na faixa considerada ideal , sendo que 14,5% com níveis abaixo do indicado e 14% com teores acima do que é recomendado. Pelo padrão adotado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, as concentrações na faixa entre 0,6 e 0,8 mg/L são tidas como apropriadas.
Apenas a título de informação, nos Estados Unidos , por exemplo, a fluoretação da água só é feita em 60% das cidades , enquanto aqui no Estado de São Paulo , ela é feita em TODOS os 645 municípios...  A fluoretação das águas de abastecimento vem sendo feita no mundo há 60 anos, e é recomendada pela Organização Mundial de saúde. 

A correta quantidade de flúor aplicada na água combate a formação de cáries. Teores de flúor baixos não reduzem cáries. Teores altos , por sua vez, são prejudiciais , podendo levar à fluorose. 
A classificação do teor do flúor na água não é dividida apenas em 'adequada' ou 'inadequada' , os parâmetros são o 'benefício na prevenção da cárie' e o 'risco de provocar a ocorrência de fluorose'. Analisando os resultados dessa maneira, nota-se que 83% das amostras oferecem um excelente benefício em termos de prevenção das cáries, enquanto 17% tem efeito insignificante , mínimo, questionável ou até mesmo maléfico nessa tarefa preventiva.

* O único efeito comprovado cientificamente do alto teor de flúor na água é a fluorose dentária, mas em geral ela se manifesta apenas pelo aparecimento de manchas no esmalte  do dente - um dano unicamente estético.  Mas, quando ela acontece, há um comprometimento funcional também, e os dentes ficam friáveis  ( que podem fracionar, esfarelar ) a ponto de se quebrarem na mastigação de algum alimento mais duro.

Os municípios com concentração de fluoreto preocupante em todas as amostras coletadas em termos de fluorose ( com mais de 1,4 mg de flúor por litro ) foram Cesário Lange e Pereiras. 
As cidades que apresentaram em todas as coletas concentrações de fluoreto sem benefício anticárie ( menos de 0,4 mg por litro) foram Altinópolis, Analândia, Boa Esperança do Sul, Guatapará, Ipeúna, Luis Antonio, Morro Agudo, Nuporanga, Orlândia, Pirajuí e Rio das Pedras.

Alta qualidade na fluoretação da água não foi privilégio de cidades de grande porte como São Paulo, Campinas e Sorocaba, porque o mesmo foi observado em muitos municípios de menor porte, tais como Bady Bassit, Cachoeira Paulista, Dourado, Elias Fausto, Fartura, Hortolândia, Jaboticabal , Laranjal Paulista, Macatuba, Nazaré Paulista, Pacaembu, Quatá, Regente Feijó, Salesópolis, Taboão da Serra, Ubirajara, Vargem e outras. ' Se as pequenas podem, porque todas também não podem ? '

Essa é a primeira vez que um estudo desse tamanho é realizado no mundo, um censo da fluoretação da água de uma população de 45 milhões de pessoas.
* O Projeto de Lei (PL) n° 6359, que tramita na Câmara dos Deputados desde 2013, propõe a revogação da Lei n° 6.050, de 24/05/1974, que determina a obrigatoriedade da fluoretação da água em sistema de abastecimento nas estações de tratamento. ' A aprovação desse Projeto de Lei seria um retrocesso na prevenção da cárie dentária no Estado de São Paulo, que conta com um dos melhores sistemas de prevenção dessa doença em todo o País, desde os anos 1980 .'

A fluoretação é uma medida que, além de muito eficaz, é barata. O gasto estimado por pessoa impactada por essa medida não chega a R$ 1,00 por ano. É uma política de excelente relação custo-benefício. 
Graças à fluoretação da água, entre outras iniciativas que melhoraram sensivelmente a saúde bucal da população nas últimas décadas, a média de dentes atacados por cáries entre as crianças brasileiras com 12 anos caiu de 7 para 2 dentes. E, em alguns municípios do Estado de São Paulo, esse número chega a apenas 1 dente - um índice equivalente e até inferior ao de países do Primeiro Mundo. "

sorriso via






 


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